segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Drummond e poesia Maldita

Mamilo escreve em duas seções (Cultura Pau-Brasil e Distraídos Venceremos), e enquanto em uma homenageia Drummond - pois hoje é o dia D - de forma curta e sensata, algo raro no pessoal por aqui, na outra incorpora o Poeta Maldito que há nele e faz um poema que quase cheguei a pensar em censurá-lo, mas como diz o próprio Mamilo, não sou parente de Hugo Chaves. Leiam e vejam oque acham.

Link do Poema
Link do texto sobre Drummond

Um comentário:

  1. Réminiscence d'une fable existentialiste
    Se leio o absurdo da voz que me devora
    Se saio aos rodopios praguejando meus pares
    Jogo-me no cancro ferrugem em feridas em brasa
    Se olho o tempo voltando do nada
    Despedaçando meu destino confinado
    Calado nervoso me disperso
    E na escuridão do abismo me choco
    Impassível às avessas abestalhado cansado insípido
    E no nada me refaço já que a ruína já foi um palácio
    Nenhuma gravidade nos fatos
    Cotidiano suspenso no espaço
    Mas tudo fica sólido onde passo
    Com pés pesados atados às ervas malditas
    Soslaio mirando o funil das larvas trementes
    Maltrapilho indigente deslizado presente
    Aos zincos perambulo na noite infame
    Mandrágoras sussurram meu nome
    Turbinado clarão de espasmo movediço
    Marejado sofrer eterno cambalear na beirada do caos
    Cripta da saudade degela as epidermes necrosadas da alma
    Decrepitudes bestiais inflamam as galeras no arraial
    Silêncio agora lá no ermo do espaço
    Desdobrado decadente esticado no varal das miríades
    Esse trunfo salutar e também atado em chaga enferma
    Prostrado arcado e desfolhado a míngua nas paineiras
    Vertiginoso destino arremessa-me á tambores tachibanas
    Aos gritos abissais emergido as crateras do acaso
    Ass: Λάδι Βιώσας


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